Serralharia · Vidraria
Serralharia
Nem as fontes antigas nem a persistência das técnicas e das formas das ferramentas são suficientes para permitir a atribuição a profissões precisas da totalidade dos instrumentos encontrados. Muitos deles serviam indistintamente para trabalhar diversos materiais e eram comuns a vários ofícios: o compasso, a tenaz, o martelo e o cinzel.
Moldes e cadinhos atestam a produção local de uma variedade de objetos.
Vidraria
É sob o Império romano que a arte do vidro se aperfeiçoa e divulga, graças à invenção da soflagem que permite uma produção mais rápida, mais leve e com maior diversidade de fornos do que o vidro trabalhado em pasta.
A modéstia das ferramentas necessárias – canas, pinças, tenazes, cadinhos – e a não especificidade de algumas delas, torna difícil a localização das oficinas de vidreiro mas, a presença de alguns pedaços de vidro em bruto e fragmentos de argila refratária cobertos numa das faces por sólidos escorrimentos vítreos, de diversas cores, comprovam que em Conimbriga se fabricaram peças de vidro, pelo menos a partir dos finais do séc. I d.C.


