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Louças

Militares e mercadores fizeram chegar a Conimbriga as cerâmicas romanas mais antigas aui descobertas; são poucos os seus testemunhos e reduzidos a vestígios. A primeira cerâmica a ser importada regularmente é contemporânea da promoção da cidade e representa a mais bela e a mais perfeita das produções romanas: a chamada “terra sigillata” produzida pela primeira vez em Arezzo (Itália) durante o principado de Augusto.

No período que se situa entre Tibério e Vespasiano, Conimbriga abastece-se quase exclusivamente em La Graufesenque (Gália do Sul); entre 70-80, as oficinas hispânicas de Tritium Magallum (Trício, Navarra) competem ferozmente com os produtores gálicos e conseguem o exclusivo do mercado conimbrigense.

A partir de meados do séc. III, a produção e o comércio alteram-se profundamente na Hispânia e o grande centro abastecedor das louças de mesa, entre essa época e o século VII, situa-se no Norte de África.

Além das cerâmicas de qualidade especial, há cerâmicas de fabrico comum, igualmente próprias para servir à mesa, tais como jarros, pucarinhos, malgas e pratos de diversos tamanhos. Durante o Alto Império estas cerâmicas são muito cuidadas predominando no século I e II os tons claros, do branco suo ao laranja pálido, em contraste com o cinzento-escuro de tradição pré-romana que se mantém ligado, sobretudo, a vasos de beber; estes apresentam, com frequência, a mesma forma em cerâmica de cor beije e cinzenta. No século III impõe-se o gosto pelas tonalidades mais quentes e as cerâmicas são quase todas mais vermelhas.

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